segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Nossa nova morada.


Estamos morando em um bairro chamado Brookvale, pertinho da praia, 5 minutos de ônibus de Manly Beach. O nome Manly tem uma história curiosa: O Capitão Cook, que tomou posse da Austrália aportou em uma baia fechada aqui em Manly Cove e logo quando desceu da embarcação, encontrou com os nativos. Eles eram orgulhosos e conscientes de si mesmos, cordiais, curiosos e aprendiam rápido. O Capitão Cook os achou bastante civilizados e que suas maneiras eram muito parecidas com os modos do homens europeus, então Man-ly eram porque eles se comportavam como Homens. Sacaram? Fomos na sexta-feira 31 de outubro andar na praia de Manly, pois eu tinha que ir na agência que me vendeu o curso perguntar váaaarias coisas e a agêcia é em Manly. O tempo continuava instável, meio nubladinho mas estava agrádavel. A praia é uma mistura de Palm Beach com Copacabana, tem dois lados, uma prainha menor, na parte de dentro da baia de Sydney que eles chamam de mar de dentro e uma outra praia maior de uns 3,5Km de extensão de frente pro Mar da Tasmânia, com umas putas ondas e cheia de surfistas (e com uns tubarõezinhos ocasionais, como no video abaixo feito pelo nosso companheiro gaúcho). Fizemos um caminho por dentro do parque anexo a praia do mar de dentro, que vai rodeando as pedras e de onde se acessam as propriedades com vista pro mar. Tem a foto de uma piscininha construída nas pedras que fica nessa caminho. O jeito perfeito de ir pra praia no conceito que eu e o André sempre quisemos – praia “asfaltada”, sem areia! Luuuuxo. Eu achei o máximo! Manly Beach é uma praia de bacana, cheia de gente rica, carrões e alguns doidos ocasionais aqui e ali. Rola topless (Carla tirou foto de um ovo frito, vejam aí), e tem um calçadão chamado "The Corso", onde tem alguns pubs legais, umas baladinhas, várias lojinhas, livrarias e a prefeitura do bairro. Ah, todo bairro aqui tem uma prefeitura e existem serviços e benefícios em alguns bairros que não tem em outros. Cada comunidade se reúne e coloca suas prioridades. Bem democrático.

Diferente de Manly, Brookvale é um bairro classe média, a nossa casa é espaçosa, tem 3 quartos e como toda casa por aqui com menos de 4 dormitórios, somente um banheiro, no qual dá pra dar uma festa dentro, mas continua sendo só um. Não sei o que esses caras tem que não gostam de banheiro... Tem um quintal grande e uma vista de cima do bairro, porque estamos no começo de uma colina e temos uma sacadinha bacana. Tem um Shopping Center (Warringah Mall) que dá pra ir a pé, são só 500m. É bem legal, com supermercado e vários serviços, bem na mão. Do lado de casa, tem um estádio, que não descobrimos ainda pra que serve, mas é também um parque, bem grandão e mantido pelo Warringah Council, resposável por Brookvale e Dee Why. O bairro é longe do centro, 30 minutos sem trânsito do centro (ainda não sabemos o que eles chamam de trânsito até agora), mas como o busão tem hora marcada pra passar e passa na hora que esta marcado no ponto, não tem crise. O transporte público aqui é mega eficiente, super pontual só que é caro. Nao é caro comparando com São Paulo, é caro mesmo para eles aqui. Num dia, se você não tiver os passes, que são um pesadelo pra entender o qual comprar, porque depende das zonas e tipo de baldeações que você vai ter que fazer, se vai integrar com o monorail, mais conhecido como aerotrem (Levy Fidélix iria ter orgasmos aqui), metrô ou ferry, gasta-se até AU$ 20,00 fácil pra ir ao centro, parar em algum outro lugar e voltar pra casa. Para se ter uma idéia, vamos gastar cada um de AU$35,00 a AU$ 43,00 por semana com transporte para estudar e/ou trabalhar. Assim que arrumarmos empregos e sabermos onde vamos concentrar nossas atividades, vamos ter que nos mudar ou para perto da Faculdade ou perto do trabalho de um dos dois para minimizar os custos com transporte e economizarmos tempo e principalmente grana… Por enquanto, estamos felizes aqui na casa.

A chegada...

Logo na chegada você já percebe a diferença de onde você está...

Fomos pra fila da imigração, eles são ultra cordiais e arrumaram as filas rapidamente, separando as pessoas na triagem inicial por prioridade e tipo de visto (casais com crianças, idosos e pelo tipo de visto de entrada). Não demoramos quase nada pra passar no primeiro procedimento, mesmo a sala estando lotadíssima, tudo rápido e eficiente. Depois pegam-se as bagagens e vamos para a revista da Quarentena, que é rigorosa e você deve declarar tudo o que eles pedem porque a multa é pesada e você corre o risco de voltar dali. Na hora de passar as bagagens no Raio-X (e eles passam a de todo mundo), o cara achou que as tesouras e alicates de unha da Carla pareciam com arreios de cavalo! Foi engraçado, demos risada e até o cara que operava o Raio-X riu também quando ele mostrou os objetos na tela do aparelho e contamos pra ele o que era e que a forma com que as coisas se ajeitaram causaram o artefato. Depois de uns poucos minutinhos, estavamos liberados, não pediram para abrir mala nenhuma, nos trataram muito educamente e seguimos para o Free Shop. Comprei um Beefeater a AU$ 13,00 não tinham mais nada interessante e saímos, trocamos um dinheirinho pro táxi no câmbio e fomos para a fila do táxi. Tudo isso não demorou nem uma hora, com a passada pelo Duty Free. O tempo estava nublado e garoava um pouco, igualzinho São Paulo, tive a impressão de ter viajado metade do mundo pra não sair do lugar. Ao chegar no ponto de táxi, novamente, vem a diferença. Entramos em um tipo de doca, com organizador de fila, uma moça com um rádio já olha quanta bagagem você tem, pede um carro de tamanho apropriado, ele sai de um estacionamento em frente e em 2 minutos estávamos à caminho de casa. Era por volta do meio-dia da quinta-feira 30 de outubro (onde foi parar a quarta 29 de outubro? eu ainda não sei, se vocês souberem, me digam) e em 40 minutos estávamos na nossa nova moradia. Chegamos, conhecemos nosso novos colegar de casa e ficamos acordados o máximo que conseguimos e assim que anoiteceu, fomos dormir exaustos....

E começa a aventura...

Tivemos uma viagem tranquila de Atibaia para o aeroporto, não precisamos pagar por excesso de peso, na verdade as malas vieram até que leves e conseguimos trazer pra cá o essencial e necessário. Foram para o aeroporto meus pais, minha querida sogrinha, minha dileta cunhada, a Anna tia da Carla e nossos irmão de fé, Andre, Sandrinha, Rafael e o Leozinho. Sem muito choro e sem muitas xurumelas, chegamos no portão de embarque e entramos direto na aeronave, não deu tempo nem de pensar em muita coisa...

O vôo pra cá pessoal, é um verdadeiro pesadelo... ainda mais pelas "Aerogalineas Hermanas". Pra vocês terem uma idéia, a Carla dormiu no chão entre duas fileiras, eu dormi 4 horas encolhido em dois bancos, passamos fome (a Raffaella tinha feito uma piada e queria mandar um "farnelzinho" pra gente, com o antipasti da tia Maria e um pãozinho italiano e a gente deu risada... se arrependimento matasse, eu não tinha chegado em Auckland...) porque demoram mais de 9 horas entre o jantar repetido do vôo de São Paulo pra Buenos Aires e o incrível café da manhã colonial, com 1 mini croisant, um micro misto frio, um chá, um suco de laranja e um potinho de salada de frutas. Depois do café da manhã, demoramos mais 3 horas e meia pra chegar em Auckland, tivemos que descer do avião e entrar novamente na mesma aeronave e duas horas depois foi servido o delicioso almoço "all you can eat" (se você é um pardal de regime) com um lanchinho safado de peito de peru com 1 fatia de queijo e novamente suco e chá. Bebida alcoólica? Imagina, nem pensar... não serviram nada, nem uma cervejinha num vôo desse calibre. Era luxo somente para a classe executiva, nem pagando por fora rolava. A viagem toda dura uma vida, pois são 2h30 ate Buenos Aires, 13h30 de Buenos Aires até Auckland, que não acabam nunca e depois mais uma pernada de 3h45 pra Sydney... e na aproximação, por causa do tráfego aéreo, ficamos dando voltinhas sobre o mar da Tasmânia até conseguirmos entrar na fila pra pousar no aeroporto internacional de Sydney. Com 1 hora de parada em Buenos Aires e mais 1h30 em Auckland (com direito a mais uma revista nas bagagens de mão e revista pessoal) a viagem dura impressionantes 22 horas e 15 minutos mais as 13h de fuso que são perdidas, você sai na terça e chega na quinta, totalmente zonzo, sem saber que horas são e morto de cansaço. A única coisa que a Aerolineas está de parabéns nesse caso, foi a pontualidade com que tudo ocorreu, tudo absolutamente cronometrado e sem percalços, isso ajudou muito. Finalmente, chegamos.

domingo, 16 de novembro de 2008

Fiquem atentos às novidades.



Pessoal, neste modesto blog contaremos as novidades da Far, far, far away land.

Fiquem atentos, tentaremos manter o mais atualizado possível.